O que é Peeling?


 

O que é Peeling?

 

O verbo to peel, em inglês, significa descascar, “despelar”. Em dermatologia, peeling é o nome dado à técnica utilizada para remover a camada superficial da pele, a fim de estimular o crescimento de uma camada mais uniforme, macia, clara e rejuvenescida. São recomendados para remover manchas, clarear e rejuvenescer a pele, mas também para tratar estrias.

 

A descamação da pele é provocada por diferentes agentes, que podem ser naturais (com uso de ácidos extraídos de frutas, por exemplo), mecânicos (com jateamento de microcristais de óxido de alumínio) e químicos (com ácido glicóico, retinóico, salicílico e tricloroacético-TCA).

 

Para realizar ou recomendar um peeling, o dermatologista precisa ter absoluto controle da profundidade que se pretende atingir com a descamação.

 

 

 

Atenção!

 

Não importa o tipo de peeling a ser feito: todos exigem o acompanhamento de um dermatologista, já que a esfoliação da pele altera sua estrutura (como o aumento da produção de fibras colágenas), e pode provocar alterações de cor e textura, criar acne, cicatrizes e infecções.

 

Peelings malfeitos podem também causar intoxicação, sensibilidade ao frio e processos alérgicos (vermelhidão, inchaço, coceira e bolhas).

 

 

Níveis de profundidade

 

Dependendo da concentração dos ácidos utilizados e do tempo que permanecem em contato com a pele, o peeling pode ser:

 

·        Superficial: pode ser mecânico ou químico (este com ácidos em baixa concentração) e é indicado para remover manchas superficiais, tratar poros dilatados, rugas finas, textura áspera, hiperpigmentação (sardas, melasma), acne vulgar e rosácea. Descama a pele de maneira suave e discreta, deixando-a com aspecto claro e brilhante. Não exige cuidados prévios.

 

·        Médio: Indicado para rugas mais profundas, hiperpigmentação (manchas escuras mais acentuadas), pele fotoenvelhecida (com excesso de exposição solar) e cicatrizes. Atinge a derme, aumentando a produção de colágeno e elastina. Tem recuperação demorada e exige cuidados prévios.

 

·        Profundo: extremamente agressivo, também atinge as camadas mais profundas da pele, produzindo resultado muito bom. É indicado para peles muito envelhecidas. Os cuidados prévios e para recuperação são parecidos com o do peeling médio. Por ser um tratamento agressivo, se houver lesão da camada basal pode ocorrer cicatriz.

 

Época de peelings

 

O inverno é o período do ano mais recomendado para recorrer aos peelings e declarar guerra às manchas e outros problemas de pele. A época é ideal porque, já que sensibilizam a epiderme, os peelings deixam a pele vulnerável diante dos raios do sol, que são mais intensos no verão, podendo provocar queimaduras sérias e novas marcas. Isso ocorre porque os peelings sensibilizam a pele e provocam reações como vermelhidão e inchaço.

 

Portanto, é importante afastar-se dos raios ultravioletas até que os sintomas decorrentes do peeling desapareçam por completo. Já o uso de filtro solar com FPS 30 diariamente é imprescindível.

 

Leila Sabará é graduada em Enfermagem, Estética e Cosmetologia. É pós-graduada em Cosmetologia, com Especialização em Estética Superior e Cosmetologia em Barcelona (Espanha). Leila é autora do livro Beleza Total, em parceria com Márcia Godoy e colaboração de Silvia Asato. O livro foi lançado pela Editora DCL, que lançará, em breve, novo título sobre o assunto.

 

Esse texto foi extraído do livro citado com autorização da autora e da Editora DCL, e terá continuação nas próximas semanas. Leila Sabará é nossa consultora e acompanhará todos os trabalhos referentes ao tema. 

 



 
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